Itzik Kochav, responsável pela segurança da informação na CLALIT foi o vencedor do Prêmio Excelência na Proteção da Informação de 2011, em Israel. O prêmio é outorgado no âmbito da competição IT-Awards que , na realidade, é uma competição do tipo “Oscar” do mundo da computação israelense, e é considerada uma das mais reconhecidas nessa indústria.

Itzik Kochav, especialista em segurança da informação em várias organizações ligadas à saúde e à defesa, diz que nos últimos cinco anos a segurança da informação passou a ter mais qualidade do que no passado:
“Se no passado, o tema segurança da informação se encontrava na traseira da TI, hoje ele representa um dos fundamentos do processo e não somente do processo computacional. Se a proteção da informação não for levada em consideração como parte da caracterização do processo, ainda antes da construção do sistema de informação, a solução falhará do ponto de vista da segurança da informação. É muito importante entender que a segurança da informação não representa somente um processo computacional e que ela é verdadeira tanto do ponto de vista da informática, da operação e do ponto de vista do serviço”.

De suas palavras podemos compreender que a segurança da informação vai além dos sistemas de informação, mesmo que nos encontremos numa época em que a informação é encontrada em diferentes camadas da atividade organizacional e, pode-se dizer, que os sistemas de informação conduzem nossas vidas. “É apropriado dizer que a segurança da informação tem a função de protegê-la durante todo o percurso do “caminho da informação”. O principal desafio é o de administrar o conflito entrea proteção da informação e a necessidade de um serviço ao cliente, e isso em um mundo onde a informação pode ser obtida através de todos os meios”.

Kochav, na qualidade de membro do Fôro Mundial de Segurança da Informação, enfatiza: “No mundo da saúde, o tema, no seu contexto, é importante pois a organização tem o interesse de trazer a informação ao paciente, de imediato. A informação é sempre uma informação sensível, e sobre ela existem obrigações previstas pela lei de proteção da privacidade. Mais do que isso, o legislador estabeleceu que a responsabilidade pela segurança da informação, até o paciente, é da organização de saúde que a elabora, o que quer dizer que a CLALIT é a responsável pela proteção da informação durante todo seu caminho pela Internet, no Facebook, nos Smartphones, nas SMS, no ambulatório e no Departamento do Hospital – um desafio complexo.

Na CLALIT, a questão da segurança da informação é levada muito a sério. E para comprovar, Kochav diz: “Nós, do Serviço de Saúde CLALIT, decidimos cuidar da infraestrutura, como explicado a seguir. Em 2008, começamos os preparativos para a certificação ISO 27001 e certificamos 32 instituições dentro da Norma. Em paralelo, tomamos a iniciativa junto à ISO para preparamos, em conjunto, um padrão específico para as organizações de saúde, e assim o Hospital Carmel recebeu, em setembro último, a certificação e foi o primeiro, no mundo, a ser certificado pela Norma ISO 27799 para instituições de saúde. Depois dele, iremos certificar todos os nossos hospitais e as clínicas comunitárias. O laboratório central, a administração do fornecimento de medicamentos, a direção central da CLALIT e suas coligadas e, dessa forma, em abril de 2012 seremos a única organização de saúde do mundo a ter todas as suas áreas e departamentos certificadas de acordo com o nova Norma.
 



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